No dia 8 de abril de 2026, a Justiça do Rio de Janeiro homologou a venda da operação de telefonia fixa da Oi para a empresa mineira Método Telecom. A transação, realizada via leilão judicial no contexto do processo de falência da Oi, foi fechada pelo valor de R$ 60,1 milhões, pagos à vista. A Método Telecom superou a proposta da Sercomtel, que oferecia R$ 60 milhões de forma parcelada, tornando-se a vencedora para assumir a Unidade Produtiva Isolada (UPI, divisão de ativos isolada para venda em processos de recuperação judicial) de Serviços Telefônicos.
Os ativos envolvidos na negociação abrangem a infraestrutura física, como torres, postes, cabos e os tradicionais "orelhões", além da manutenção da base atual de clientes. A área geográfica de atuação é vasta e crítica, compreendendo mais de 7,4 mil localidades em todo o Brasil onde a Oi era a única prestadora do serviço. No setor de telecomunicações, a Método assume também a responsabilidade por serviços essenciais de utilidade pública, como as linhas de emergência (190, 192 e 193), com a obrigação contratual de garantir a continuidade da telefonia fixa nessas regiões até, pelo menos, dezembro de 2028. A transação foca na UPI Serviços Telefônicos, que lida majoritariamente com a rede de cobre (STFC) e obrigações de universalização.
Essa movimentação sinaliza uma transição importante no mercado: a saída definitiva de grandes grupos concessionários de modelos de negócio legados em direção a operações mais enxutas e regionalizadas. Para o setor, a entrada da Método Telecom, livre de dívidas anteriores da Oi, pode representar mais dinamismo na gestão de serviços que, embora em declínio nos grandes centros, permanecem vitais em áreas isoladas. A tendência é que a telefonia fixa passe a ser operada por empresas de médio porte focadas em eficiência operacional e manutenção de infraestrutura essencial, enquanto o mercado de telecomunicações como um todo se consolida em torno da conectividade móvel e da fibra óptica de alta velocidade.